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Concessões reforma da previdência - Notícias

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Concessões reforma da previdência

O presidente Michel Temer afirmou que não pode fazer mais concessões no texto da reforma da Previdência.

Seja qual for a agenda, o presidente Michel Temer bate na mesma tecla: reformas. O governo tem pressa. Ao mesmo tempo, precisa garantir apoio no Congresso. Por isso mesmo já cedeu em alguns pontos na reforma da Previdência. A idade mínima para aposentadoria, por exemplo, era 65 anos para todos. Mudou: o limite para as mulheres caiu para 62 anos.

Na saída do almoço com o primeiro ministro espanhol, Temer disse que todas as concessões na reforma da Previdência já foram feitas, e que o grande esforço de convencimento dos deputados já começou.

Um dos argumentos que o governo usa para convencer os aliados são os números. O déficit da Previdência é crescente: em 2016 foi de quase R$ 150 bilhões; em 2017, deve chegar perto de R$ 190 bilhões; para 2018, a previsão vai além dos R$ 200 bilhões.

O primeiro grande teste para o governo vai ser a reforma trabalhista, que está em regime de urgência na Câmara e deve ser votada na comissão esta semana.

A preocupação com o placar é tamanha que nesta segunda Temer convocou uma reunião ministerial para cobrar o empenho de sua equipe. O resultado de agora vai ser determinante para avaliar o apoio à votação da reforma da Previdência na comissão da Câmara, na próxima semana.

Ficou acertado que os ministros que são deputados vão deixar seus cargos para votar a reforma da Previdência; são 14 nessa situação. E estão suspensas as viagens de todos os ministros para que eles participem efetivamente da articulação pela aprovação das duas reformas.

“É como se fosse reforçar um time. O time está em campo e vai ficar mais reforçado ainda com a ação efetiva e presença dos ministros na Câmara dos deputados", disse o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy.

A Executiva Nacional do PSB decidiu orientar a bancada de 35 deputados a votar contra as reformas trabalhista e da Previdência. Quem não seguir a orientação pode ser advertido ou até expulso do partido, segundo o estatuto.

O PSB integra o governo, tem o Ministério de Minas e Energia, ocupado pelo deputado Fernando Coelho Filho, que é contrário à decisão do partido.

Interlocutores do Planalto disseram que o presidente Michel Temer vai manter o diálogo com parte da bancada do PSB que apoia as reformas.

Fonte: G1

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